Perge: a antiga cidade da Panfília, perto de Antália — guia e dicas

Perge: capital da Panfília e cidade bíblica do apóstolo Paulo

Perge é uma das maiores e mais impressionantes cidades antigas da Turquia, situada a apenas 18 quilómetros a leste de Antália. Outrora foi a principal cidade da região da Panfília e rivalizava com Éfeso em riqueza e grandiosidade. Hoje, é uma gigantesca reserva arqueológica com quase um quilómetro quadrado de área, onde, entre a relva, erguem-se torres helenísticas, termas romanas e uma magnífica rua com colunas. A antiga Perge é um ponto de visita obrigatório para quem quer compreender como era uma típica metrópole provincial romana.

Ao contrário das mais turísticas Éfeso ou Cíde, aqui, mesmo na época alta, é relativamente tranquilo, e pode passear sozinho pelas lajes de mármore por onde outrora pisou o apóstolo Paulo.

História e origem

A lenda atribui a fundação de Pérge aos heróis gregos Mopsus e Calchas, que regressaram da Guerra de Tróia. A arqueologia data o primeiro povoamento da Idade do Bronze, mas a verdadeira cidade surgiu nos séculos VII–VI a.C. Em 334 a.C., antes da chegada de Alexandre, o Grande, os habitantes de Pérgamo abriram voluntariamente os portões e até forneceram provisões ao exército: o comandante, de memória generosa, não esqueceu isso e não tocou na cidade.

Após a morte de Alexandre, Pérgamo passou a fazer parte do reino dos Selêucidas e, a partir de 188 a.C., do reino de Pérgamo. Em 133 a.C., por testamento de Átalo III, a região tornou-se uma província romana. Foi precisamente na época romana, no século II d.C., sob os imperadores Trajano, Adriano e os Antoninos, Pérgamo atingiu o auge da prosperidade: viviam aqui cerca de 30 mil pessoas, construíram-se termas, templos, um estádio e portões monumentais. Foi precisamente em Pérgamo que nasceu o famoso matemático Apolônio de Pérgamo, autor da obra clássica «Secções Cónicas».

Nos Atos dos Apóstolos, é mencionado que o apóstolo Paulo e Barnabé desembarcaram na vizinha Atália (Antalya) e chegaram a Pérgamo durante a primeira viagem missionária, por volta do ano 46 d.C. Em Pérgamo, Paulo pregou e, provavelmente, batizou os primeiros cristãos locais. Foi aqui que ocorreu um episódio importante — o jovem companheiro de Paulo, João Marcos (futuro autor do Evangelho de Marcos), abandonou o grupo e regressou a Jerusalém, o que mais tarde se tornou motivo de conflito entre Paulo e Barnabé.

Nos séculos IV–V, a cidade tornou-se metrópole, mas após as incursões árabes do século VII e um terramoto devastador, começou a entrar em decadência. No século XII, Pérge foi definitivamente abandonada e os seus habitantes mudaram-se para as aldeias vizinhas. As escavações arqueológicas começaram em 1946, sob a direção do arqueólogo turco Arif Müfid Mansel, e continuam até aos dias de hoje, revelando novas descobertas a cada época e ampliando a compreensão sobre a vida na província romana da Panfília.

Arquitetura e o que ver

O percurso por Pérge demora entre 1,5 a 3 horas, dependendo do ritmo. É lógico começar a visita pelo portão sul, seguindo para norte pela rua principal.

Portões helenísticos e pátio romano

A principal atração da zona de entrada são duas torres redondas do período helenístico (século III a.C.), com cerca de 13 metros de altura. Elas emolduram um pátio em forma de ferradura, reconstruído na época romana pela benfeitora Plácia Magna — uma das mulheres mais influentes de Pérge. No interior do pátio encontravam-se estátuas da família imperial e dos fundadores da cidade, muitas das quais decoram atualmente o Museu Arqueológico de Antália.

Rua da Colunata

A rua principal de Pérge — com quase 300 metros de comprimento e 20 metros de largura, com um canal de água em mármore no meio. Em ambos os lados, outrora, erguiam-se centenas de colunas, parte das quais foi restaurada. Em dias quentes, o canal fornecia água fresca proveniente de nascentes nas montanhas ao centro da cidade — uma solução elegante dos engenheiros antigos. Ainda hoje é possível ver marcas de rodas de carroças nas lajes do pavimento.

Termas e palestra

À esquerda da rua principal encontra-se um impressionante complexo de banhos romanos, um dos mais bem preservados da Turquia. Aqui distinguem-se o frigidário, o tepidário e o caldário, bem como o hipocausto — um sistema de aquecimento do pavimento. Ao lado — a palestra, um local para a prática de desporto, com um perímetro retangular bem definido.

Teatro e estádio

Na entrada sul, atrás da área de escavações, encontram-se duas enormes construções — o teatro romano com capacidade para 14 mil espectadores e o estádio com 234 metros de comprimento, que acomodava até 12 mil pessoas. O estádio de Perge é um dos estádios antigos mais bem preservados do mundo: 30 filas de bancadas de pedra apoiam-se em subestruturas em arco, muitas das quais ainda se mantêm de pé. No interior dos arcos encontravam-se as bancas dos comerciantes. Na Antiguidade, esta era uma ideia logística racional — combate no estádio e compras num único local. Imagine uma multidão de 12 mil adeptos que, durante o intervalo, se dirigem diretamente às bancas comerciais, onde podem comprar vinho, pão, lembranças e até estatuetas dos seus gladiadores favoritos. Este é um exemplo raro de um antigo «complexo multifuncional comercial e desportivo».

Ágora e ninfeu

No final da rua principal encontra-se a ágora quadrada com o seu templo circular de Tyche no centro. Um pouco mais adiante — o monumental ninfeu-fonte, de onde partia o sistema de abastecimento de água da cidade. Daqui abre-se uma vista para a acrópole — a colina natural onde começou a história de Pérgamo.

Termas do Norte e Palestra

Um complexo separado de banhos do norte está situado no sopé da acrópole. Aqui, os arqueólogos encontraram fragmentos de revestimento de mármore e esculturas representando os imperadores Antonino e Adriano. Perto dali encontra-se uma pequena palestra, utilizada para exercícios de ginástica pelos jovens cidadãos. O pavimento de mármore conservou-se parcialmente, mas os fragmentos de mosaicos com motivos marinhos ainda hoje são visíveis.

Acrópole

A parte norte de Pérge é uma colina natural que se tornou o primeiro povoado e a acrópole. No seu cume, é possível ver vestígios de muralhas, cisternas e templos. A subida à acrópole demora cerca de 15 a 20 minutos, mas as vistas de lá sobre todo o território antigo e os arredores modernos valem o esforço. É precisamente a partir da acrópole que se compreende mais facilmente como a cidade antiga foi planeada — com uma malha regular de ruas e um sistema de portões da cidade.

Factos interessantes e lendas

  • Placia Magna — uma mulher nobre da época romana que doou somas avultadas para o embelezamento de Pérge. Em sua honra, existem várias estátuas e inscrições, o que sublinha o elevado estatuto das mulheres na Panfília.
  • Em Pérge, venerava-se uma deusa especial, Artemis de Pérge, cuja imagem se distinguia da clássica: era representada como um cone de pedra — um vestígio do culto antigo-anatólico da Grande Mãe.
  • Na cidade funcionava uma das melhores escolas de escultura do período helenístico — muitas das estátuas que adornam o museu de Antália foram feitas precisamente aqui.
  • O apóstolo Paulo, segundo os Atos dos Apóstolos, passou por Pérge duas vezes — a caminho da Pisídia e no regresso.
  • As escavações prosseguem desde 1946, realizadas por arqueólogos turcos; todos os anos são feitas novas descobertas.
  • Apolônio de Pérgamo, que viveu no século III a.C., escreveu um tratado de oito volumes sobre secções cónicas, que influenciou toda a matemática posterior — desde Copérnico até Newton.
  • Em Pérga, foi encontrado um raro pavimento em mosaico com a imagem de Orfeu rodeado de animais — hoje em dia, está exposto no Museu Arqueológico de Antália.

Como chegar

Perge está localizada a 18 km a nordeste do centro de Antália, na região de Aksu. É uma das cidades antigas mais acessíveis para quem passa férias na Riviera Turca.

De carro — pela estrada D400 em direção a Alanya, depois vire para a aldeia de Aksu; as placas indicarão o caminho para o local das escavações. Há estacionamento à entrada. A viagem demora cerca de 25 a 35 minutos.

De transportes públicos — a partir do centro de Antália, na estação rodoviária, pode apanhar um dolmuş ou um autocarro para Aksu; de lá, caminhe cerca de 2 km até à entrada da cidade antiga ou apanhe um táxi local.

O mais conveniente é incluir Perge num itinerário de um dia com Aspendos e, possivelmente, a cascata de Kursunlu — tudo fica na mesma direção a partir de Antália. Esse itinerário demora normalmente 8 a 10 horas e inclui o almoço. Se a excursão for em grupo, o tempo dedicado a Perge pode ser menor do que o desejado — normalmente 1–1,5 horas, e a visita às partes mais distantes da cidade (acrópole, termas do norte) pode ficar fora do itinerário. Para uma visita mais aprofundada, é melhor optar por uma excursão individual ou ir por conta própria num carro alugado, o que em Antália é relativamente barato e amplia significativamente as possibilidades do percurso.

Dicas para o viajante

Perge é uma enorme área aberta sem zonas de sombra significativas. Leve consigo pelo menos um litro de água por pessoa, protetor solar, chapéu e calçado confortável. A melhor altura para visitar é de manhã cedo (8:30–10:30) ou ao fim da tarde (após as 16:00), quando o sol não é tão forte. Entre as colunas da rua principal existem zonas com pequenos toldos, onde é possível descansar e proteger-se do calor por alguns minutos, mas esses locais são poucos.

A melhor época é abril-maio e setembro-outubro. No auge do verão, a visita torna-se um desafio; no inverno, é possível que chova e haja lama nas lajes de mármore.

Antes de visitar Perge, vale a pena passar pelo Museu Arqueológico de Antália — lá estão guardadas praticamente todas as esculturas notáveis daqui, incluindo a coleção de estátuas do século II d.C. da rua com colunas. Isso ajudará a «preencher» as ruínas vazias na sua imaginação.

O cartão do museu (Müzekart) também é válido aqui, o que proporciona uma economia significativa ao visitar vários locais da Panfília. O estádio e o teatro têm áreas separadas e vale a pena visitá-los juntamente com a área principal.

Os fotógrafos irão apreciar a luz da manhã na rua com colunas: as longas sombras das colunas criam um ritmo dramático. Para uma vista panorâmica da cidade, suba até à encosta oriental do acrópolo — de lá é possível ver toda a rede de ruas. Reserve pelo menos 2 horas, e a antiga Perge revelar-se-á não como pedras mortas, mas como uma metrópole romana viva em miniatura. Fotografe em séries curtas para captar o jogo de luz no canal de mármore — com o ângulo certo, obtém-se o efeito de uma «fita espelhada» a atravessar o centro da cidade. A luz do fim de tarde também é boa, mas é mais adequada para panoramas amplos do que para os detalhes das esculturas.

Esteja preparado para o facto de que, no meio da enorme área de escavações, pode estar deserto. Ao contrário de Side e Aspendos, Pérgamo é menos promovida comercialmente e, nos dias de semana fora da época alta, pode ficar sozinho com as ruínas durante meia hora ou mais. Para o viajante contemplativo, isto é uma grande vantagem: pode sentar-se num dos bancos de pedra do estádio, abrir o guia turístico e imaginar como as bancadas ressoavam com os gritos de 12 mil adeptos nos jogos em honra do imperador.

Se já esteve em Éfeso e acha que visitar cidades antigas repetidamente não é interessante, Pérge irá surpreendê-lo. O excelente estado de conservação do estádio e dos portões helenísticos é único, e a paisagem com torres antigas e uma rua de mármore em primeiro plano difere da de Éfeso e fica na memória à sua maneira. Experimente combinar a visita a Pérge com um jantar na vizinha Aksu ou na costeira Lara — depois de um dia inteiro na metrópole romana, é agradável terminar a noite com um meze turco à beira-mar e recordar a rua de mármore sob o céu estrelado da Pámfila.

O seu conforto é importante para nós, clique no marcador pretendido para criar um itinerário
Reunião a favor de minutos antes do início do
Ontem 17:48
Perguntas frequentes — Perge: a antiga cidade da Panfília, perto de Antália — guia e dicas Respostas às perguntas mais frequentes sobre o Perge: a antiga cidade da Panfília, perto de Antália — guia e dicas. Informações sobre o funcionamento, as possibilidades e a utilização do serviço.
Perge destaca-se pela rara combinação de estruturas bem preservadas de diferentes épocas: portões helenísticos com torres redondas, um estádio romano quase intacto com capacidade para 12 mil espectadores e uma extensa rua com colunas e um canal de água em mármore. Ao contrário de Éfeso e Cíde, aqui há significativamente menos turistas, o que permite visitar as ruínas num ambiente tranquilo. Pérgamo é uma das poucas cidades antigas onde, num único passeio, é possível ver simultaneamente as camadas urbana grega, helenística e romana.
De acordo com os Atos dos Apóstolos, Paulo e Barnabé visitaram Pérge durante a sua primeira viagem missionária, por volta do ano 46 d.C. Eles desembarcaram na vizinha Atália (atual Antália) e chegaram a Pérge, onde Paulo pregou. Foi precisamente aqui que o jovem companheiro João Marcos, futuro autor do Evangelho de Marcos, abandonou o grupo e regressou a Jerusalém — este acontecimento viria mais tarde a ser motivo de conflito entre Paulo e Barnabé. Paulo passou por Pérge duas vezes: a caminho da Pisídia e no regresso.
Apolônio de Perge — um matemático notável, nascido em Perge no século III a.C. Escreveu o tratado em oito volumes «Secções Cónicas», no qual descreveu sistematicamente as elipses, as parábolas e as hipérboles. Esta obra influenciou o desenvolvimento da matemática e da astronomia até à Era Moderna: foi utilizada por Copérnico, Kepler e Newton. Pela sua importância para a ciência antiga, Apolônio é comparável a Arquimedes e Euclides.
Plácia Magna — uma mulher rica e influente da época romana, que viveu em Pérgamo no século II d.C. Ela financiou uma ampla remodelação do pátio em forma de ferradura junto ao portão principal, adornando-o com estátuas da família imperial e dos fundadores da cidade. Em sua honra, foram erigidas várias estátuas e inscrições. O exemplo de Plácia Magna demonstra que as mulheres da nobreza da Panfília detinham um estatuto social significativo e uma influência real na vida da cidade na época romana.
A maioria dos achados notáveis de Pérge encontra-se no Museu Arqueológico de Antália — um dos melhores museus arqueológicos da Turquia. Lá estão expostas estátuas do século II d.C. provenientes da rua com colunas, esculturas dos imperadores Antonino e Adriano, imagens do pátio da Platia Magna, bem como um raro pavimento em mosaico com Orfeu rodeado de animais. Visitar o museu antes ou depois de Perge enriquece significativamente a experiência das ruínas.
As escavações sistemáticas tiveram início em 1946, sob a direção do arqueólogo turco Arif Müfid Mansel. Desde então, os trabalhos não pararam: a cada época, são abertas novas áreas e os dados sobre o traçado da cidade são aperfeiçoados. Atualmente, as escavações são realizadas por universidades turcas em colaboração com o Ministério da Cultura. Em algumas zonas do território, é possível observar o trabalho ativo da expedição durante a visita.
Em Pérge, era venerada uma forma especial de Artemis — Artemis de Pérge, cuja imagem tem as suas raízes no culto da Grande Mãe da Antiga Anatólia. Ao contrário da habitual representação grega da caçadora, Artemis de Pérge era representada sob a forma de um cone ou pilar de pedra. Este culto arcaico existia muito antes da colonização grega e foi apenas parcialmente reinterpretado no período helenístico. O templo municipal de Artemis de Pérgamo era um dos principais centros religiosos de toda a Panfília.
Sim, e precisamente porque Pérge é uma experiência diferente. Éfeso impressiona pela grandiosidade das suas fachadas e pela infraestrutura turística; Pérge, pela sua atmosfera autêntica e pelos seus monumentos únicos: em Éfeso não se encontram torres de portões helenísticas nem um estádio com este nível de conservação. A relativa escassez de visitantes permite sentir o espaço da cidade de outra forma — não como um museu, mas como um lugar vivo. Se a primeira visita a Éfeso serviu para conhecer a Antiguidade romana em geral, Pérge proporciona uma imersão mais detalhada e pessoal.
Sim, o cartão de museus Müzekart é válido em Pérgamo e permite uma poupança significativa, especialmente se pretender visitar vários locais da Pámfila num único dia ou viagem — por exemplo, Aspendos, Side ou o Museu Arqueológico de Antália. O cartão pode ser adquirido nas bilheteiras dos principais museus da Turquia, incluindo diretamente em Antália. Verifique as condições de utilização atualizadas no site oficial antes da visita, uma vez que as regras podem sofrer alterações.
O recinto de Pérgamo é um vasto espaço aberto com quase um quilómetro quadrado, com muito pouca sombra. Existem pequenos toldos entre as colunas da rua principal, mas são poucos. À entrada, há um pequeno bar e casas de banho. No interior da vasta área, as infraestruturas são mínimas, pelo que é fundamental levar água suficiente — pelo menos um litro por pessoa — e cuidar da proteção solar.
O Estádio de Perge, com 234 metros de comprimento, tinha capacidade para cerca de 12 mil espectadores e é um dos estádios antigos mais bem preservados do mundo. Trinta filas de bancadas de pedra assentam em subestruturas em arco, que se mantiveram quase na totalidade. No interior das arcadas encontravam-se lojas — um exemplo raro de um «complexo multifuncional» antigo, onde os espectadores podiam combinar espetáculos com compras. O estádio está localizado junto à entrada sul, atrás da área principal das escavações.
Sim, o itinerário clássico de um dia inclui Perge, Aspendos e a cascata de Kursunlu — os três locais situam-se na mesma direção a partir de Antália e são facilmente visitados em conjunto se se dispuser de carro. Este itinerário demora entre 8 a 10 horas, incluindo o almoço. Em Perge, recomenda-se reservar pelo menos 2 horas para uma visita completa: o formato mais curto, característico das excursões em grupo, não permite ver as partes mais distantes da cidade — a acrópole e as termas do norte.
Manual do usuário — Perge: a antiga cidade da Panfília, perto de Antália — guia e dicas Manual do usuário do Perge: a antiga cidade da Panfília, perto de Antália — guia e dicas com descrição das principais funções, recursos e princípios de uso.
A melhor altura para visitar Pérgamo é entre abril e maio e entre setembro e outubro. Nestes meses, a temperatura é agradável, a luz é boa para tirar fotografias e as filas são mínimas. No verão, o calor torna o passeio pela área ao ar livre um desafio. Durante a época alta, o melhor é chegar entre as 8 :30 e as 10 :30 da manhã ou depois das 16 :00 — o sol é menos intenso e as sombras das colunas criam um belo ritmo na rua principal. No inverno, é possível que chova e que as lajes de mármore fiquem escorregadias.
Antes de visitar Perge, recomenda-se visitar o Museu Arqueológico de Antália. É lá que se encontram praticamente todas as esculturas notáveis de Perge: as estátuas da rua com colunas, as representações dos imperadores e o mosaico de Orfeu. Uma familiarização prévia com os artefactos ajuda a «preencher» as ruínas vazias na imaginação e a compreender a dimensão do que outrora se erguia sobre esses pedestais. O museu situa-se no centro de Antália e está aberto todos os dias.
Perge fica a 18 km a nordeste do centro de Antália, na região de Aksu. De carro alugado, a viagem demora entre 25 e 35 minutos pela estrada D400, com uma saída para Aksu — esta é a opção mais prática, que oferece liberdade de itinerário e horário. De transportes públicos, a partir do centro de Antália até Aksu, pode-se ir de dolmuş ou autocarro, depois caminhar cerca de 2 km a pé ou apanhar um táxi local. No caso de uma excursão em grupo, verifique com antecedência quanto tempo está previsto para Perge: muitas vezes são apenas 1 a 1,5 horas, o que não é suficiente para uma visita completa.
O percurso mais lógico começa no portão sul. Aqui, encontram-se duas torres circulares helenísticas com cerca de 13 metros de altura — um dos melhores pontos para tirar fotografias. Repare no pátio em forma de ferradura, reconstruído na época romana como a Platia Magna: nos pedestais, outrora, erguiam-se estátuas, hoje conservadas no Museu de Antália. Peça um mapa do recinto na bilheteira — ele irá ajudá-lo a orientar-se neste enorme espaço.
A rua principal de Pérgamo, com cerca de 300 metros de comprimento, é o percurso central da visita. Caminhe pelas lajes de mármore ao longo das colunas restauradas, observando os vestígios das rodas das carroças na pedra e o canal de água em mármore no centro da via. No final da rua encontra-se uma ágora quadrada com os vestígios do templo circular de Tyche no centro e uma monumental fonte-ninfeu, de onde partia o sistema de abastecimento de água da cidade. É um local ideal para fazer uma pausa, descansar à sombra e planear o resto do percurso.
À esquerda da rua principal encontra-se um dos complexos de termas romanas mais bem preservados da Turquia — é possível distinguir o frigidário, o tepidário, o caldário e o sistema de aquecimento do pavimento hipocausto. Nas proximidades, encontra-se a palestra, com um perímetro retangular bem definido. Na parte norte da cidade, no sopé do acrópolo, encontram-se as segundas termas, onde se conservam parcialmente o pavimento de mármore e fragmentos de mosaicos com motivos marinhos. Não se apresse: é precisamente aqui que há menos turistas e a atmosfera de cidade abandonada é mais intensa.
A Acrópole é uma colina natural na parte norte de Pérgamo, onde teve início a história da cidade. A subida demora entre 15 a 20 minutos. No topo encontram-se vestígios de muralhas, cisternas e fundações de templos. A principal razão para subir é a vista sobre toda a área das escavações: daqui é possível ver o traçado regular das ruas, o sistema de portões e a dimensão da cidade. Este é o melhor ponto para compreender o plano urbanístico da antiga Pérgamo e para tirar fotografias em grande angular.
O teatro e o estádio situam-se junto à entrada sul, atrás da área principal das escavações — é mais prático visitá-los no início ou no final da visita, para não ter de voltar atrás. O teatro tinha capacidade para 14 mil espectadores. O estádio, com 234 metros de comprimento e 30 filas de bancadas de pedra, é um dos mais bem preservados do mundo. Entre nas subestruturas em arco do estádio: no interior dos arcos havia bancas comerciais, e este espaço continua a causar uma forte impressão. Sente-se num banco, olhe para a arena e imagine 12 mil espectadores nas bancadas — vale a pena vir a Pérgamo só por este momento.